A fé na mão invisível que transforma sem mais os vícios privados em virtudes públicas é um mito que a actual crise mundial fácilmente demonstra.Os governos não podem deixar de exercer uma função reguladora que evite posições de dominância ou, permita a utílização de métodos dolosos pondo em causa regras próprias do mercado.
Posto isto,não podemos deixar de reconhecer que ao liberalismo devemos conquistas políticas e sociais da maior importância:a democracia constitucional;a separação dos poderes;os direitos humanos;a propriedade privada como garante da independencia do indíviduo perante o Estado.Para o liberalismo,o valor supremo é a liberdade indívidual.
Sendo verdade que hoje todas as pessoas que vivem nas democracias ocidentais benificiam destes valores,sentem-nos algo de normal e desde sempre adquiridos.Não lhes ocorre que grande parte da humanidade a eles não tem acesso e,mesmo no seu interior,há quem táticamente os utilize para melhor os destruir ou, de quem, dada a sua precária condição social, fácilmente os dispensam a troco de um qualquer "subsídio" vindo dum mirífico Estado controlado pela "generosidade" de quem o detém.
Ora,a liberdade,e,sobretudo a liberdade negativa,só é possivel com cidadãos responsáveis e responsabilizáveis (haver justiça);cidadãos adultos capazes de saberem viver sem submissão e subjugação de tutelas estatais castradoras que tornam as próprias elites em castas parasitárias do exaurido erário público nacional.Este tipo de "elites" e um povo dependente tornam estreito o caminho para as ideias liberais.
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